As Filhas do Dono deixaram o blog inda mais charmoso e continuam imbatíveis.
Confira!
22 de abril de 2010
18 de março de 2010
Os alquimistas estão chegando...
O blog foi gestado agora mas já merece destaque e respeito: Nova Vanguarda, do artista e gestor cultural Luis Alencar promete fomentar quetionamentos vários sobre a indústria do fazer que nos cerca na contemporaneidade. Inquieto por natureza, o rapaz (sobre) vive há três anos na Espanha, em Barcelona e Madri - entre outras escapulidas -, observando, estudando, digerindo e especulando inúmeros pontos e reticências sobre a arte que nos cerca. Agora ele quer dividir. e quem gosta de um bom diálogo, deve ficar antenado!
Curta um pouquinho:
"Primeiramente gostaria de dizer que sou um apaixonado pela arte, me iniciei no teatro, um lugar que me fez descobrir meu "Eu" e sugerir na vida, me fez perder o que se constrói em um processo comum da vida, o julgamento. Depois do teatro desaprendi a julgar, já não sei o que é o bem, nem o mal, não me interessa os maniqueísmos. Mas enfim, essa foi uma fase que me durou alguns anos e acredito que a sua passagem foi fundamental para chegar numa outra etapa de minha vida. Surgiu Espanha!!! E junto muitas perguntas, o que fazer, teatro? Cheguei e não encontrei o que me interessava, era uma ourta linguagem, outros gestos, outros por quês que não eram os meus. Mas dela já não podia sair, a Arte já estava em mim e na minha maneira de viver, o passo atrás já não podia ser dado, seria um suicídio".
Se deleite!
Se deleite!
13 de março de 2010
Vasculhando...
Cabem tantas coisas na gaveta de um poeta... E qando ele se dispõem a nos deixar espiar lá dentro, ainda que por pequenas frestas, muito se vê e se sente. Foi nesse deleite quase sinestésico que o blog O Melhor Amigo me aconteceu. E agora eu te empresto. Curta um tanto...
"Também detesto o que escrevo,
chego a rir-me disso, sobretudo
porque não tenho mais nada.
Soturno deleite, sujo, quase
um vazio coçando-se,
sons inúteis a arranhar a superfície
do cansaço que se afunda num gajo.
Entretanto jantamos"
...E não perca o restante.
chego a rir-me disso, sobretudo
porque não tenho mais nada.
Soturno deleite, sujo, quase
um vazio coçando-se,
sons inúteis a arranhar a superfície
do cansaço que se afunda num gajo.
Entretanto jantamos"
...E não perca o restante.
1 de fevereiro de 2010
29 de janeiro de 2010
Trintonas no poder
Taí um negócio que vale a pena: juntar amigas e escrever um blog. e se todas escrevem bem, são jornalistas e têm um senso de humor ótimo, fica ainda melhor. É muito mais que sexo, drogas e rock and roll: é realidade crua!
Confira:
Confira:
"SEXagenário – Meninas, o que é um homem bom de cama para vocês?
Menina de 30 nº 1 - Ah, homem bom de cama é aquele que me faz delirar...que me faz sair do plano da realidade, que me faz crer que, por instantes, eu não estou no meu corpo...
SEXagenário – Muito vago.Menina de 30 nº 1- ...que me faz ir à lua, às nuvens, ao céu. Que me faz ver estrelas!
SEXagenário – Muito esotérico! E para você, o que é um homem bom de cama?
Menina de 30 nº 2 – Pau grande.
SEXagenário – Viu? Entendeu? Ela sim é objetiva.
Menina de 30 nº 1 - ..."
Não seja besta de perder!
Menina de 30 nº 1 - Ah, homem bom de cama é aquele que me faz delirar...que me faz sair do plano da realidade, que me faz crer que, por instantes, eu não estou no meu corpo...
SEXagenário – Muito vago.Menina de 30 nº 1- ...que me faz ir à lua, às nuvens, ao céu. Que me faz ver estrelas!
SEXagenário – Muito esotérico! E para você, o que é um homem bom de cama?
Menina de 30 nº 2 – Pau grande.
SEXagenário – Viu? Entendeu? Ela sim é objetiva.
Menina de 30 nº 1 - ..."
Não seja besta de perder!
13 de janeiro de 2010
A sintonia da leveza no dizer do belo
A simplicidade do blog esconde uma profusão de frases bem feitas, de histórias encantadas, de passagens poetizadas, um pouquinho de tudo. Por isso a delícia de ler a Rita Apoema em seu Jornal das Pequenas Coisas.
Sinta um pouco de lá:
"Todos os pianos são banguelas e, no dente que falta, insistem na pausa que fala. Espero a aula começar, meu pai no saguão, lendo o jornal. Levanto a tampa do piano e o piano sorri, sabendo de todos os meus pecados. Seu imenso sorriso, branco e vago, implorando algum som. Mas eu não sei te tocar, disseram meus dedos. E o piano odiou, deixando a pesada tampa cair. O piano estrondo, rancoroso da última vez em que o professor me puxou para junto da partitura enquanto eu me sentava sobre as três oitavas. O piano rancoroso da última vez em que ele deixou de tocá-lo para me. Não a tampa, mas o meu longo vestido. Não as teclas, mas o anteparo de minhas coxas, que não se queriam parar. Meus dedos trêmulos tentando fá alcançar, enquanto o professor tentando lá. Sustenido, fez quase sol e as partituras dizendo-lhe pausa de oito tempos! Pausa de oito tempos! Deixa-me respirar! Mas o professor ao piano, desamarrando as cinco linhas do pentagrama e as amarrando em minhas mãos. Como é possível: meu próprio corpo a benzer o que minha cabeça entende por pecado? E quando eu não pude mais, os seus lábios toquei, sobre as oitavas eu. Já reparou como o orgasmo é, silenciosamente, agudo? Implodi. Suaves estilhaços. Cuidado, as colcheias têm pontas. Há música dentro de mim fá sol. Meus dedos agarrando-se às teclas do piano. Os seus dedos agarrados aos meus. Sim, meu pai, hoje tocamos a quatro mãos".
Agora corra!
Agora corra!
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