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Universo Bloguístico






29 de janeiro de 2010

Trintonas no poder

Taí um negócio que vale a pena: juntar amigas e escrever um blog. e se todas escrevem bem, são jornalistas e têm um senso de humor ótimo, fica ainda melhor. É muito mais que sexo, drogas e rock and roll: é realidade crua!

Confira:

"SEXagenário – Meninas, o que é um homem bom de cama para vocês?
Menina de 30 nº 1 - Ah, homem bom de cama é aquele que me faz delirar...que me faz sair do plano da realidade, que me faz crer que, por instantes, eu não estou no meu corpo...
SEXagenário – Muito vago.Menina de 30 nº 1- ...que me faz ir à lua, às nuvens, ao céu. Que me faz ver estrelas!
SEXagenário – Muito esotérico! E para você, o que é um homem bom de cama?
Menina de 30 nº 2 – Pau grande.
SEXagenário – Viu? Entendeu? Ela sim é objetiva.
Menina de 30 nº 1 - ..."



Não seja besta de perder!


13 de janeiro de 2010

A sintonia da leveza no dizer do belo

A simplicidade do blog esconde uma profusão de frases bem feitas, de histórias encantadas, de passagens poetizadas, um pouquinho de tudo. Por isso a delícia de ler a Rita Apoema em seu Jornal das Pequenas Coisas.

Sinta um pouco de lá:

"Todos os pianos são banguelas e, no dente que falta, insistem na pausa que fala. Espero a aula começar, meu pai no saguão, lendo o jornal. Levanto a tampa do piano e o piano sorri, sabendo de todos os meus pecados. Seu imenso sorriso, branco e vago, implorando algum som. Mas eu não sei te tocar, disseram meus dedos. E o piano odiou, deixando a pesada tampa cair. O piano estrondo, rancoroso da última vez em que o professor me puxou para junto da partitura enquanto eu me sentava sobre as três oitavas. O piano rancoroso da última vez em que ele deixou de tocá-lo para me. Não a tampa, mas o meu longo vestido. Não as teclas, mas o anteparo de minhas coxas, que não se queriam parar. Meus dedos trêmulos tentando fá alcançar, enquanto o professor tentando lá. Sustenido, fez quase sol e as partituras dizendo-lhe pausa de oito tempos! Pausa de oito tempos! Deixa-me respirar! Mas o professor ao piano, desamarrando as cinco linhas do pentagrama e as amarrando em minhas mãos. Como é possível: meu próprio corpo a benzer o que minha cabeça entende por pecado? E quando eu não pude mais, os seus lábios toquei, sobre as oitavas eu. Já reparou como o orgasmo é, silenciosamente, agudo? Implodi. Suaves estilhaços. Cuidado, as colcheias têm pontas. Há música dentro de mim fá sol. Meus dedos agarrando-se às teclas do piano. Os seus dedos agarrados aos meus. Sim, meu pai, hoje tocamos a quatro mãos".

Agora corra!


6 de janeiro de 2010

Coração de desenhista

É possível reconhecer um artista desde sua infância. Seu modo de ver a vida, seus diferentes ângulos, a forma de se expressar, suas leituras de mundo. É possível reconhecer um artista pela sua sensibilidade, pela maneira profunda como observa as partes do todo.

Sou mãe de um artista, revelado desde a mais tenra infância. Mãe de Juan Felipe, escorpiano sensível, meticuloso, criterioso. Minha cria, jóia rara.

Juan observa o mundo com seus olhinhos curiosos desde que nasceu, em 3 de novembro de 2001. Alguns dirão que são apenas oito anos; outros saberão o que é tudo isso.

Durante a primeira infância Juan foi apresentado às mais diversas formas de fazer arte: lápis de cor, de cera, tinta, argila, o escambau. Aos 5 anos escolheu a massinha de modelar e dela passou a extrair pequenas releituras do mundo que o interessa. Assim, bichos, personagens e objetos variados foram ganhando forma, encantando a todos.

Paralelamente, rabiscos foram ganhando preenchimentos e perspectivas e dos traços fortes nasciam formas repletas de sentido. Juan desenha tudo o que vê. Observa, guarda, recria. E cria também. Nos últimos três anos seus desenhos evoluíram de uma forma excepcional e não se faz cabível descartar tal talento, esquecê-o nas gavetas, nada disso.

Guardo comigo todos os riscos do artista. Todos em pastas separadas por ano, cada vez mais crescentes! E para dividir o encantamento e um pouquinho também pra provar que não é conversa de mãe coruja que crie esse blog. Aqui serão postados alguns dos desenhos, pois o pimpolho é um tanto exigente e nem tudo quer mostrar. Respeitemos. E vamos acompanhando a evolução desse menino maravilhoso que me faz entender o que é dom à medida em que me diz com sua sábia convicção infantil “Eu tenho coração de desenhista, mãe”.

Confira!

4 de janeiro de 2010

...............Nuevo! Nuevo!...................

O Universo Bloguístico deseja a todos um excelente 2010. E aproveita para dizer que como o ano é novo, novas serão as postagens deste blog também.

Agradeço a todos que fizeram deste um ponto estratégico de encontro para o vislumbrar de novas fronteiras. Espero que o blog continue ajudando a todos, cumprindo seu papel de desvendar novas janelas. Fica a promessa portanto de uma maior assiduidade de postagens. Em 2010, indicarei um blog por semana, além da listinha básica com mais de 300 blogs aí do lado. Tem pra todos os gostos, eu 'agarantio'.

Desta vez vou explorar um pouco mais os textos dos blogs indicados, pra dar um gostinho maior pra freguesia. E vamo que vamo. 2010 só tem 51 semanas. Vamos aproveitar, "viver tudo que há pra viver. Vamos nos permitir!".

Bjocas,
Isa Lorena

18 de novembro de 2009

O sol nas páginas da web

Quem lê tanta notícia? Ultimamente, todo o mundo. São doses ilimitadas de informações que nos chegam por todos os poros, quase ininterruptamente todos os dias. E há quem faça essa releitura em poesia. Em versos amarrados de prosa também. Esse último é o caso da Lívia Natália, que em seu blog, derrama palavras num caldeirão de sinergia, nos convidando à leitura solta e despreocupada de seus belos textos.

Experimente:

"Num filme que eu pudesse digirir, roteirizar, editar, arte-finalizar, enfim, que estivesse sob meu absoluto poder eu estaria, projetada numa imensa tela, bem maior do que me sinto. Meus cabelos se arrastariam, encaracolados, pelas costas que, naquela personagem tão bem escrita, seriam esguias. Eu não teria medo. Eu teria mais altura, seria mais magra, meus dedos seriam mais longos e minhas palavras mais certeiras. Não precisaria de óculos, o mundo me viria todo aos olhos, num aluvião de ser e sua presença inundaria a minha visão. Ainda assim, saberia, tal como hoje sei fazer dos pães, com que ele coubesse pequeno em minha boca. Eu o mastigaria com meus dentes que, naquela história, jamais usaram aparelhos, e as palavras que eu diria sempre bateriam firmes, como um afago ou um tapa bem disferido. E eu não teria medo, nenhum".

29 de outubro de 2009

Elas são o must

Redatoras de Merda. Da Elisa Quadros e valeria Semeraro. Aqui vale simplesmente mostrar um texto inteiro, pra que vc não resista a clicar e conhecer o blog, rápido.

“O tempo realmente muda tudo. A forma de pensar muda assustadoramente. Mais do que a bunda que murcha ou o peito que cai. Nasci apaixonada pelo meu pai e acho que ele por mim. Percebi pela quantidade de fotos minhas tiradas enquanto eu ainda não falava. Tenho imagens fortes na memória onde ele me leva para o parque, para andar de bicicleta, monta um painel com luzes e me deixa fazer uma festa na garagem sem aparecer por lá de hora em hora. Não fala com meus namorados, me ensina a dirigir aos catorze anos. Me mostra como fazer uma ultrapassagem segura, a como ser educada no trânsito, a como evitar problemas no carro. Sim, meu pai, meu herói. Acordava às 3 da manhã para me buscar onde quer que fosse. Dizia para não fumar e que deveria gostar de um bom vinho. Ou um bom uísque. Ou qualquer bebida que fosse de boa qualidade. Me deu um conselho que vale uma vida: viaje. Coisa que ele fazia com frequência. O que na época entendia como obrigações do trabalho, entendi que na verdade era uma forma de ficar longe de casa e da minha mãe.Minha mãe ficou muitas noites sozinha, comigo e com meu irmão. Nós dois pequenos numa cidade hostil. Ela ressentida pela ausência do meu pai, a gente tirando a paciência que ela não tinha mais. Tenho poucos momentos dela em minhas lembranças. Quase não temos fotos juntas. Ela dormia cedo e aos domingos me mandava entrar em casa às seis horas, na hora em que a brincadeira começava a ficar boa. Ordens, um monte delas. Minha mãe não descuidava nunca. Tudo no lugar, roupas, sapatos, dentes escovados, cama arrumada, livro lido, cabelo penteado, regras, regras, regras. Não havia diálogo, nem momentos risonhos. Era tudo em linha reta. Minha mãe passou por poucas e boas. Teve um marido infiel e boa parte do tempo, ausente. Perdeu um filho, passou a morar sozinha. Não se casou mais. Passamos por muitas crises. E as crises passaram por nós. Ainda não rimos tanto mas conversamos sabiamente. Ela lê, eu também. Ela vê bons filmes, eu também. Temos o que conversar. Ela entende as minhas dores, e ainda não consigo entender como ela conseguiu superar as dela. E assim temos longas conversas, o meu tom em desespero, o dela, preciso e calmo.Pai e mãe. Não sei como medir o amor por eles, mas existe. Tenho inúmeros motivos para amá-los. Mas nem isso impediu de mudar a relação que tenho com eles. De, com o passar do tempo, vê-los de maneira totalmente diferente. É justamente aí que mora o temor de jurar que ficarei com alguém para sempre. Não existe certeza mais imbecil do que essa. Não consigo entender como prometer algo que foge do seu controle por completo. Claro que já quis ficar com alguém até morrer. Mas isso hoje me parece o desejo mais estapafúrdio que alguém pode querer. Tudo muda, e não só a pessoa que está ao seu lado, mas aquela que mora dentro de você”.


Corra!

27 de outubro de 2009

Vamos enrolando esse fio!

Pense num blog bom, um blog do caralho, fodástico, útil, com template bonitão e o escambau. Pensou? Aqui está: O Fio e a Meada - historinhas de bastidores da não menos fodástica Claudinha Pantoja. Sou fã da mulher. Ela escreve muito! O blog nasceu há pouquinho tempo e fala de bastidores das notícias. Mas não quaisquer notícias.. não não não! Fala de Pagus, de Marias da Penha, Oswald de Andrade, Walter Salles Júnior ... Só coisa boa.

Sinta:
"Coitada da namorada do Herbert! Ela saiu com o vocalista do Paralamas do Sucesso, cheia de amor para dar, mas já na moto, a caminho do restaurante, ouviu um pedido nada gentil: ficar calada, sem dar um pio. É que Vianna estava com a letra e a melodia de "Laterna dos Afogados" na cabeça, qualquer distração maior e puf!, tudo estaria perdido. Assim que chegaram ao lugar, em Ipanema, o garçom veio anotar o pedido. "Papel e caneta, rápido!", exigiu Herbert, apressadamente. "Vai ser uma noite daquelas", provavelmente imaginou o pobre funcionário. Mal sabia ele, mal sabia ele..."